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quarta-feira, 2 de setembro de 2015


Olá, seja bem-vindo!!!

Nesse vídeo vamos abordar as causas do muro do silêncio da família e da criança que sofre abuso sexual. Descubra os motivos que impedem muitas vezes a denúncia.




Olá, seja bem-vindo!!!
Nesse vídeo vou abordar uma questão super importante que é como atender a criança que sofreu um  abuso sexual sem revitimizá-la. São várias dicas, pautadas na experiência e no conhecimento técnico científico, a fim de facilitar seu trabalho em uma área tão difícil e desafiadora.




terça-feira, 8 de julho de 2014

@ Segundo LANGBERG (2002) a idade em que o abuso sexual se inicia geralmente é entre os seis e doze anos.

@ AZEVEDO e GUERRA (2000) falam que a idade em que o abuso é mais freqüente varia dos 8 – 12 anos.

@ De acordo com DIMENSTEIN (1996), o Brasil ocupa o primeiro lugar na América do Sul na exploração sexual de crianças e adolescentes
e a segunda posição no mundo, ficando apenas atrás da Tailândia. Ainda segundo o mesmo autor, pelo menos 80% das crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual comercial foram vítimas de incesto.

@ Conforme CHARAM (1997) nos Estados Unidos uma em cada quatro mulheres sofre algum tipo de abuso sexual antes de chegar aos dezoito anos.

@ Segundo o Laboratório de Estudos da Criança (Lacri) da Universidade de São Paulo, uma em cada três a quatro meninas e um em cada seis a dez meninos serão vítimas de alguma modalidade de abuso sexual até completar dezoito anos.

@ De acordo com AZEVEDO e GUERRA (2000), em mais de 1/3 das notificações de abuso sexual, as vítimas estão dentro da faixa etária de 5 anos ou menos.

@ FRANK (1994), afirma que 75% das mães de vítimas de incesto, foram também vitimizadas.

@ MARSHALL (1990) afirma que a maioria dos abusadores sexuais incestuosos pertence a famílias desajustadas. 20% a 35% desses agressores foram abusados sexualmente quando criança e 50% deles foram vítimas de maus-tratos físicos (50%) combinado com abuso psicológico. Ainda segundo o autor 35% das famílias incestogênicas abusam de álcool, sendo o abandono e rejeição fatores presentes nas relações familiares.

@ A maioria dos abusadores sexuais é do sexo masculino e suas vítimas do sexo feminino.

@ A modalidade de incesto mais frequente é o ocorrido entre pai e filha.

@ Segundo AZEVEDO e GUERRA (2000) os agressores sexuais de crianças e adolescentes que sofrem disturbios psiquiátricos são uma minoria.

@ Segundo análise feita em 1.169 casos de violência doméstica atendidos no SOS Criança da ABRAPIA, entre janeiro de 1998 e junho de 1999, foram diagnosticados: 65% de violência física, 51% de violência psicológica, 49% de casos de negligência e 13% de abuso sexual. Em 93,5% dos casos os agressores eram parentes da vítima (52% - mãe, 27% - pai, 8% -padrasto/madrasta, 13% - outros parentes) e em 6,5% os abusadores não são parentes (3% - vizinhos, 2% - babás e outros responsáveis, 1,5% - instituições).
Dos 13% de casos envolvendo abuso sexual a pesquisa demonstrou que:
a) A idade da vítima: 2 a 5 anos - 49%, 6 a 10 anos - 33%
b) 80% das vítimas eram do sexo feminino
c) 90% dos agressores eram do sexo masculino


@ Segundo o Sistema Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infanto Juvenil durante o período de 05 de fevereiro de 1997 a 28 de fevereiro de 2003, foram feitas 5.070 denúncias onde ficou diagnosticado que:
a) 60 % das denúncias ocorreram nos anos 2000, 2001 e 2002, 36 % das denúncias ocorreram em 2002 e 15 % das denúncias ocorreram em janeiro e fevereiro de 2003.
b) No ano 2002, 63% dos casos denunciados foram de abuso sexual e 37% de exploração sexual comercial. Dos 63% de casos de abuso sexual, 60% foram de abuso intrafamiliar e 40% extrafamiliar
c) Ficou ainda constatado que a vítima é do sexo feminino em 76% dos casos e 37% tem menos que 11 anos 


Fonte:
Maria Leolina Couto Cunha
Especialista na Área do Enfrentamento da Violência contra Crianças e Adolescentes
Professora Universitária. Advogada. Master Coach. Analista Comportamental.
 
Referências Bibliográficas:  
AZEVEDO, M.A. e GUERRA, V.N.ª (2000). Telecurso de Especialização na Área da Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes. São Paulo.2000.
CHARAM, Isaac. O estupro e o assédio sexual. Rio de Janeiro: Record: Rosa dos Tempos, 1997.
DIMENSTEIN, Gilberto (1996). “Reunião discute abuso sexual infantil”, Folha de são Paulo (26/08/96)
FRANK, Jan. (1994). Uma porta de esperança. Editora Candeia, São Paulo
LANGBERG, Diana Mandt. (2002). Abuso Sexual – aconselhando vítimas: tradução Werner Fuchs, Curitiba: Editora Evangélica Esperança. Título do original: Counseling Survivors of Sexual Abuse, Tyndale House, Wheaton
MARSHALL,W.L.,D.R.Laws e H. E. Barbaree. (1990). Handbook of Sexual Assault, Plenum Press, New York.


Olá, seja bem-vindo!!!
Nesse post fazemos uma exposição dos principais mitos relacionados ao abuso sexual de crianças e adolescentes. As dicas que iremos dar aqui serão muito úteis, principalmente para trabalhar a PREVENÇÃO do fenômeno.



1. Sadismo:
Segundo Silveira Bueno “sadismo” quer dizer:
“Perversão dos que,
para atingirem o prazer sexual, 
praticam atos de crueldade.”


O agressor, para se satisfazer sexualmente, necessita provocar dor na vítima. 
Esta dor pode ser física ou emocional.
Exemplo de dor física: espancamento, cortes, queimaduras, etc.
Exemplo de dor emocional: humilhar, imprimir pânico e terror, etc. 

A intensidade dessa prática pode variar de níveis, oscilando entre uma simples fantasia à tortura e flagelação bárbara.

A origem histórica do nome “sadismo” vem do marquês de Sade (1740-1814) que, para obter prazer sexual, tinha como prática flagelar sexualmente suas vítimas.

F.A.S.P. (9 anos) foi espancado com corda, cinto e pau. Também teve os pés, as mãos e a boca amordaçada. Foi vítima de abuso sexual pelo primo G. (Caso CECOVI, denúncia recebida em 12/06/2001).

2. Ameaça:

Embora não empregue o uso da força física, o agressor consegue fazer com que a vítima consinta no abuso sexual através de violência psicológica, causando sofrimento intenso à mesma e abalando sua área emocional de forma significativa. 

As ameaças variam de foco, podendo recair sobre a pessoa da própria vítima ou sobre pessoas que ela ama.

Quanto menor a idade da vítima, mais a ameaça surtirá efeito. É da natureza da criança ser crédula, levando sempre muito a sério o que os adultos dizem.

3. Indução da vontade:


Nem sempre o agressor usa a força física ou ameaças para abusar sexualmente da criança ou adolescente.

Quanto maior for o grau de habilidade do agressor menor será o uso de força ou ameaça para a efetivação do abuso sexual.


Alguns preferem manipular os sentimentos da vítima, através de promessas, presentes, favores e concessões de privilégios.

A criança não deve de forma alguma ser culpabilizada. Ela sempre deve figurar na relação incestuosa como vítima, isso porque ainda se encontra em estágio de desenvolvimento físico e amadurecimento emocional incompleto, não tendo portanto condições psicológicas para se proteger de um ataque sedutor de um adulto experiente e manipulador.


Fonte:
Maria Leolina Couto Cunha
Especialista na Área do Enfrentamento da Violência contra Crianças e Adolescentes
Professora Universitária. Advogada. Master Coach. Analista Comportamental.

segunda-feira, 7 de julho de 2014


Abuso de poder
No incesto o mais forte domina o mais fraco. O agressor tem maior capacidade física, social, psicológica e legal em relação a criança  vitimizada e pratica o crime de forma irresponsável, usando o poder que possui visando tão somente satisfazer seus desejos e aliviar suas tensões. 


“ Eu tinha de fazer tudo que ele me mandava. Muitas vezes isso significava que ele colocava seu pênis ou outros instrumentos dentro de mim. Se eu fosse “boazinha”, então a situação ia melhorar. Se eu não fizesse as coisas exatamente como ele queria, ele urinava em mim. Até me fez comer o excremento dele quando eu não era boazinha. Mas descobri que, à medida que o tempo passava, eu nunca conseguia ser suficientemente boazinha. Muitas vezes ele me violentava de todas as maneiras possíveis e depois ia embora, deixando-me para “que me limpasse” a fim de poder entrar novamente em casa.”   LANGBERG (2002) 

Traição da confiança
O agressor é uma pessoa conhecida da criança. Pode ser parente ou amigo (incesto polimorfo) da família. Existe um elo de confiança e responsabilidade entre a vítima e a pessoa do abusador. Quando o incesto é praticado esse vínculo se rompe, fazendo com que o sentimento de menos valia e traição venham a tona e contaminem a relação.

Presença da violência psicológica
Quer seja a violência sexual praticada com abuso da força física, ameaça ou indução da vontade, ela sempre estará revestida de abuso psicológico. 

Imposição do sigilo da vítima

O nível socioeconômico entre a vítima e seu abusador geralmente é o mesmo
A classe social não é um fator determinante para a existência ou não do incesto. Apesar da maioria dos casos denunciados serem provenientes da classe menos favorecida, isso não quer dizer em absoluto que as famílias da classe média e alta ficam imunes a esse tipo de prática. Na verdade as classes mais abastadas são mais dissimuladas e escondem a prática incestuosa com maior eficiência, pois têm ao seu dispor mais mecanismos a fim de manter o sigilo. Ex: Médico da família, que geralmente aceita atender a criança e/ou adolescente para realizar um aborto.

Para SAFFIOTI (1995: 23),
“... nas classes mais pobres, o pai joga a filha numa cama, põe uma faca, um canivete, um revólver, a arma que tiver, ao lado da cama e estupra a filha e diz: ‘Se você abrir a boca, eu mato você, mato a sua mãe, todos os seus irmãos.’ A menina vive sob ameaça concreta. Agora, é muito pior nas camadas privilegiadas. Não se ameaça com revólver nem com faca. Não há ameaça. O que há é um processo de sedução que, ao meu ver, é muito mais deletério para a saúde emocional da criança que a ameaça grave. Porque o pai vai seduzindo, ele vai avançando nas carícias – eu digo o pai porque é a figura mais freqüente, mas isso não impede que seja o avô, o tio, o primo, o irmão, etc. – e é muito difícil para uma criança distinguir entre a ternura e o afago com fins genitais.”

Fonte:
Maria Leolina Couto Cunha
Especialista na Área do Enfrentamento da Violência contra Crianças e Adolescentes
Professora Universitária. Advogada. Master Coach. Analista Comportamental. 
Diretora Presidente CELC. Coordenadora Nacional CECOVI 

Referências Bibliográficas:
LANGBERG, Diana Mandt. (2002). Abuso Sexual – aconselhando vítimas: tradução Werner Fuchs, Curitiba: Editora Evangélica Esperança. Título do original: Counseling Survivors of Sexual Abuse, Tyndale House, Wheaton
SAFFIOTTI, Heleieth. A exploração sexual de meninas e adolescentes: aspectos históricos e conceituais. In: BONTEMPO, Enza Bosetti et alli (org.). Exploração sexual de meninas e adolescentes no Brasil. Brasília: UNESCO/CECRIA, 1995.
 


 




segunda-feira, 23 de junho de 2014

Segundo COURTOIS (1988) de 20% a 40% do sexo feminino sofre alguma modalidade de abuso sexual até completarem dezoito anos de idade. Já a população dos meninos é de um para seis. Tais números são expressivos e demonstram que provavelmente uma grande parcela da comunidade,  infelizmente, já experimentou algum tipo de abuso na área sexual.


terça-feira, 10 de junho de 2014

Foi realizado em 1996, na cidade de Estocolmo, Suécia, o I Congresso Mundial contra a Exploração Sexual Comercial de Crianças. Na ocasião foi definido o conceito de exploração sexual comercial como:
"O uso de uma criança para propósitos sexuais em troca de dinheiro ou favores em espécie entre a criança, o cliente, o intermediário ou agenciador; e outros que se beneficiem do comércio de crianças para esse propósito. O uso de uma criança para propósitos sexuais em troca de dinheiro ou favores em espécie entre a criança, o cliente, o intermediário ou agenciador; e outros que se beneficiem do comércio de crianças para esse propósito."

Desde Estocolmo ficou estabelecido que o fenômeno da exploração sexual comercial de crianças possui quatro modalidades: prostituição, pornografia, exploração sexual no contexto de turismo e tráfico para fins comerciais e sexuais.

Ei!!!

Levante a cabeça! Não interessa o tamanho da dificuldade que está enfrentando, você não está sozinho. Deposita esse problema nas mãos do Senhor e ele vai dar o escape. Acalma seu coração, Deus irá transformar seu choro em riso. O Senhor é um especialista em converter derrotas em vitórias. Escute, nada está perdido. Deus te ama e está providenciando um grande milagre na sua vida.

Tome posse

Creia!!! O tempo da bênção está chegando! O milagre já foi liberado! O que Deus irá fazer na sua vida é bem maior do que tudo que você pensou, sentiu ou pediu! Aqueles que zombaram e falaram mal de você ficarão atônitos. Eles reconhecerão que foi a mão do Deus todo poderoso te fez prosperar. Deus tem algo profundo e muito especial contigo. Ele te ama. Tome posse da sua vitória!!!

Ei!!!

Deus está trabalhando a seu favor e em breve irá solucionar esse problema que para você parece impossível. Logo, aquiete seu coração, pois tudo irá ser resolvido em Cristo Jesus.

Creia!!!

Não importa quão grande seja o seu desafio, Deus tem o controle de tudo em suas poderosas mãos. Os sofrimentos que você atualmente está experimentando, não poderá ser comparado com a bênção que Deus está preparando para derramar sobre sua vida!

Ei!!!

Seja forte e corajoso. Não tenha medo nem desanime por causa do seu inimigo e do seu enorme exército, pois com você está um poder maior do que o que está com ele. (2 Crônicas 32:7)

Deus não te abandonará

Seja forte e corajoso! Mãos ao trabalho! Não tenha medo nem desanime, pois Deus, o Senhor, o meu Deus, está com você. Ele não o deixará nem o abandonará até que se termine tudo que ele iniciou a fazer na sua vida.

1 Crônicas 28:20

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